Vacina da AstraZeneca/Oxford: por que não é preciso ter medo de tomar a vacina.


OMS e ANVISA dizem que benefícios são maiores que os riscos.

 

                                                                                               Fonte: Sergio Perez/Reuters

 

No município de Piraí do Sul teve início na semana passada a aplicação da segunda dose da vacina AstraZeneca em profissionais de saúde e idosos que receberam a primeira dose desta vacina no final de janeiro e início de fevereiro deste ano.

Mesmo com os estudos realizados no mundo inteiro comprovando a importância desta proteção e a eficácia da vacina, muita gente ainda tem medo dos efeitos colaterais que foram relatados recentemente na imprensa e têm se negado a receber a vacina.

Esta situação já chegou ao conhecimento da Secretaria Municipal de Saúde que tem procurado esclarecer a população sobre o assunto.

A vacina da AstraZeneca é produzida no Brasil pela Fundação Osvaldo Cruz – FIOCRUZ, e está sendo usada em mais de 60 países.

Desde que alguns países da Europa anunciaram uma possível relação entre a vacina de Oxford com o surgimento de tromboses, muitas pessoas estão com medo de receber o imunizante contra a COVID-19. Especialistas e agências de saúde dizem não existir motivo para a suspensão do uso e muito menos para recusar receber a primeira ou segunda dose da vacina.

O médico Cidcley Milléo, clínico responsável pelo CTA/COVID no município, esclarece: “as pessoas não precisam ter medo da vacina. É muito mais arriscado um idoso contrair o vírus e desenvolver um quadro grave de COVID-19 do que ter alguma reação à vacina e, nesse momento em que enfrentamos um agravamento da pandemia no município, as chances de um idoso morrer em consequência da COVID é muito grande.”

“Então, vá tomar sua dose da vacina tranquilamente. Os riscos de qualquer evento adverso são muito menores que o risco da COVID-19”, finaliza.

Mais de 3 milhões de brasileiros receberam a primeira dose da vacina de Oxford, segundo informações da FIOCRUZ, com 6 casos de tromboembolismo notificados no país, mas a relação entre o problema e o uso da vacina não foi comprovado.

O Secretário Municipal de Saúde, Julio Sandrini, lembra que idosos têm mais chance de terem problemas vasculares e consequentemente desenvolverem quadros mais graves da doença. “Estudos clínicos que acompanham a questão de reações adversas com a vacina mostram que a incidência de patologias consideradas como efeitos colaterais da vacina de Oxford, é semelhante entre vacinados e não vacinados”, diz o secretário.

Nádia Gonçalves, Chefe do Serviço de Vigilância em Saúde do município, destaca: “não podemos esquecer que por enquanto, os imunizantes CoronaVac e Oxford são os únicos liberados para uso no Brasil e a população não pode escolher qual vacina vai receber. Porém, isso não pode ser um motivo para não se vacinar.”

“As pessoas precisam ter medo é da COVID e de não da vacina. Entretanto, se alguém estiver muito cismado com a vacina, mesmo que sem motivo, tome e se previna”, incentiva Julio Sandrini.


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