Piraí do Sul avança para a 2.ª fase do prêmio APS Forte no SUS


Experiência exitosa em saúde do município está classificada entre os 167 melhores trabalhos em Atenção Primária à Saúde em concurso nacional.

A saúde pública enfrenta grandes desafios rotineiramente e, com a chegada da pandemia da COVID-19, a assistência à saúde de qualidade só foi possível com organização, compromisso e protagonismo de gestores e profissionais de saúde, iniciando por quem faz parte da Atenção Primária (APS), a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Para valorizar o trabalho dessas equipes, o Ministério da Saúde lançou a edição 2021 do APS Forte no SUS, iniciativa que busca reconhecer as melhores experiências da assistência feita na APS em todo o Brasil.

O objetivo desse projeto é promover a troca de conhecimento e usar os melhores exemplos como subsídio para a melhoria das políticas desenvolvidas no âmbito federal, a partir dos relatos dos gestores e trabalhadores que estão na linha de frente fazendo a saúde pública brasileira avançar.

O Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) no Brasil, divulgou, nesta quarta-feira (16/2), o resultado da 1.ª etapa do Prêmio APS Forte do SUS – integralidade do cuidado, que reconhece experiências inovadoras desenvolvidas na Atenção Primária à Saúde (APS). Dos 1.151 relatos selecionados entre milhares de trabalhos enviados por profissionais da saúde e gestores de todo país, 167 práticas, divididas em quatro eixos temáticos, foram selecionadas para a próxima fase.

Ao todo, a premiação contemplará quatro eixos: organização dos serviços de APS para o atendimento integral; integralidade e equidade; atenção integral nos ciclos de vida; e promoção da saúde.

Piraí do Sul disputa o prêmio no eixo 3: Atenção Integral nos Ciclos de Vida, na categoria Atenção Integral à Saúde da Mulher com o trabalho intitulado: Melhoria na cobertura dos índices de coleta de citopatológico de colo de útero no município de Piraí do Sul.

“Dentre as diversas ações desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde, selecionamos essa experiência por representar um conjunto de ações e diretrizes preconizadas pelas políticas nacionais no âmbito da APS que tem um foco na integralidade no cuidado, além de um alto potencial de replicabilidade, pela real possibilidade de responder de forma inovadora aos desafios cotidianos em saúde vivenciados no SUS, especialmente em pequenos municípios como o nosso”, explica o secretário municipal de Saúde, Julio Sandrini.

“Essa experiência reflete a força e a resolutividade da APS no município e o reconhecimento de ter uma ação local selecionada entre milhares no país, sinaliza que estamos no caminho certo ao desenvolver alternativas para avançar na implementação da política de saúde no município”, pontua Sandrini.

Para a enfermeira Carla Iezak, coordenadora de APS no município, “a integralidade além de ser um princípio do SUS e também um atributo essencial da APS para compreender a amplitude do cuidado da saúde, avalia a pessoa em todas as esferas de sua vida. Esse olhar diferenciado faz com que as equipes de APS sejam capazes de compreender as causas dos problemas, resolvê-los ou de direcioná-los a outros pontos da rede de assistência.”

“Estamos todos muito felizes e orgulhosos por estarmos disputando um prêmio tão importante dentro das políticas públicas de saúde na APS a nível nacional. Mesmo com todas as dificuldades que temos enfrentado ao longo desses dois anos de pandemia, ainda conseguimos desenvolver nosso trabalho com criatividade, competência e profissionalismo”, destaca Carla.

A 2.ª etapa do prêmio será a seleção das experiências semifinalistas, sendo três por eixo temático, escolhidas dentre as 167 práticas, por consenso da comissão organizadora composta por consultores do Ministério da Saúde, do CONASS, do CONASEMS e da OPAS, além de especialistas convidados. A divulgação está prevista para o dia 7 de março, nos sites da APS e APS Redes-Portal da Inovação.

“Mais do que vencer essa disputa e receber o prêmio, o que vale realmente a pena é poder mostrar para o Brasil, através da grande divulgação pelo Ministério da Saúde, que municípios pequenos, do interior, também podem com boa vontade e criatividade desenvolver projetos inovadores com pouca tecnologia, mas com muita capacidade técnica de uma equipe de profissionais preparados e dedicados a fazer cada vez mais e melhor aquilo que já fazem tão bem. Parabéns equipes de APS, muito orgulho de vocês”, finaliza Sandrini.

 


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