Piraí do Sul adere ao Programa SASAKAWA no enfrentamento da Hanseníase e suas complicações


O MUNICÍPIO FOI ESCOLHIDO COMO PROJETO PILOTO NO ESTADO DO PARANÁ

O Secretário Municipal de Saúde, Julio Sandrini, acompanhado do médico Guilherme Ratin e das enfermeiras Nádia Gonçalves e Mary Wood estiveram reunidos com profissionais da Atenção Primária, Vigilância Epidemiológica, da Promoção da Saúde, do Laboratório Central do Estado e diretores de Regional de Saúde nos dias 30/06 e 01/07 no auditório da Secretaria de Estado da Saúde (SESA), em Curitiba, para traçar metas e estratégias de eliminação da hanseníase no Estado. Esta foi a primeira reunião do grupo para organizar a participação do Estado no Projeto Sasakawa, do Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde e apoio da Sasakawa Memorial Health Foundation – SMHF.

A Fundação Memorial Sasakawa pela Saúde, financiará projetos que reforcem as ações em municípios selecionados após o exercício do monitoramento da Hanseníase a partir dos municípios prioritários para o controle da doença.

O principal objetivo deste projeto, conhecido internacionalmente, é capacitar profissionais da Atenção Primária à Saúde com relação ao diagnóstico, busca ativa na comunidade e de contatos de casos de hanseníase. No Brasil, ele será desenvolvido nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Alagoas.

No estado do Paraná foram selecionados dois municípios Piraí do Sul e Doutor Ulisses pela característica de áreas de baixa e média carga da hanseníase, cujo perfil epidemiológico se mostra com pouca concentração de casos, mas que apresentam diagnóstico com a forma mais avançada da doença, grau de incapacidade física e casos em menores de 15 anos.

Apesar da diminuição do número de casos nos últimos anos no Paraná, somente em 2021 foram mais de 410 novos diagnósticos de hanseníase. Dados parciais da SESA mostram que desde o início deste ano, 87 pessoas foram diagnosticadas com a doença. O Brasil está em primeiro lugar no mundo em incidência de hanseníase e em segundo lugar em número absoluto de casos, atrás apenas da Índia (que tem mais de 1,3 bilhão de habitantes).

“As equipes de Atenção Primária em Saúde, atualmente atuam de forma efetiva no município, mas queremos agregar alguns componentes para a diagnóstico precoce, avaliação, tratamento e recuperação desses pacientes. A implantação desse projeto na rede municipal de saúde, vem para agregar e fazer com que as ações possam se expandir ainda mais”, disse o secretário Julio Sandrini.

“A hanseníase é uma doença muito antiga e que já tem tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), que é detectada facilmente e com profissionais capacitados para os atendimentos. Porém, infelizmente o número de casos continua crescendo e isso precisa ser interrompido”, destacou Dr. Guilherme.

“É um grande desafio, mas estamos motivados e otimistas para ampliar e fortalecer o diagnóstico, tratamento e vigilância das micoses endêmicas e da hanseníase no município”, finalizou o secretário.

 


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